quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Harry Potter .. E a Pedra filosofal ( Cap IV )


-CAPITULO QUATRO-
O Quardíão das chaves
BUM Bateram outra vez. Duda acordou assustado.
- Onde está o canhão? - perguntou abobado.
ouviam coisa cair atrás deles e tio Válter entrou der
rapando pela sala. Trazia um rifle nas mãos - agora
sabiam o que era aquele pacote fino e comprido que ele
carregava
- Quem está ai? - gritou. - Olha que estou armado!
Silêncio. li; em seguida...
TRAM!
À. porta levou uma pancada tão violenta que se
soltou das dobradiças e, com um baque ensurdecedor,
desabou no chão.
Um homem gjgantesco estava parado ao portal.
Tinha o rosto completamente oculto por uma juba
muito peluda e uma barba selvagem e desgrenhada,
mas dava para se ver seus olhos, luzindo como
besouros negros debaixo de todo aquele cabelo.
O gigante espremeu-se para entrar no casebre,
curvando-se de modo que a cabeça apenas roçou o teto.
Abaixou-se, apanhou a porta e tornou a encaixá-la sem
esforço no portal O ruído da tempestade lá fora
diminuiu um pouco. Ele se virou para encanar todos.
- Não poderia preparar uma xícara de chá para nós,
poderia?
Não foi uma viagem fácil...
E dirigiu-se ao sofá onde Duda. estava paralisado de
medo.
Chegue para lá, gordão - disse o estranho.
Duda soltou um guincho e correu a se esconder atras da
mãe, que parara encolhida, aterrorizada, atrás de tio
Válter
- Ah, e aqui está o Harry! - disse o gigante.
Harry ergueu os olhos para a cara feroz e selvagem
em sombras e viu que os olhos de besouro se enrugavam
em um sorriso.
- A última vez que o vi, você era um bebê - disse o
gigante. Você parece muito com o seu pai, mas tem os
olhos da sua mãe.
Tio Válter fez um som estranho e rascante.
- Exijo que saia imediatamente! - disse.- O senhor
invadiu minha casa!
- Ah, cala a boca, Dursley seu cara de passa - disse o
gigante; esticou o braço para trás do sofá e arrancou a
arma das mãos de tio Válter, vergou-a no meio como se
fosse de borracha e atirou-a a um canto da sala.
Tio Válter fez outro som esquisito, como um
camundongo sendo pisado.
- Em todo caso, Harry - disse o gigante, dando as
costas para os Dursley -, feliz aniversário para você.
Tenho uma coisa para você aqui; talvez tenha sentado
nela sem querer mas o gosto continua bom.
De um bolso interno do casaco preto ele tirou uma
caixa meio amassada. Harry abriu, com os dedos
trêmulos. Dentro havia um grande e pegajoso bolo de
chocolate com a frase Feliz aniversário escrita em glacê
verde.
Harry olhou para o gigante. Quis dizer obrigado,
mas as palavras se perderam a caminho da boca, e em
lugar disso o que disse foi:
- Quem é você?
O gigante deu uma risada abafada.
- E verdade, não me apresentei. Rúbeo Hagrid,
Guardião das Chaves e das Terras de Hogwarts.
Estendeu uma mão enorme e sacudiu o braço inteiro
de Harry.
- E que tal o chá, hein ? - perguntou esfregando as
mãos. - Eu não diria não a uma pessoa mais forte, se é
que você me entende.
Seus olhos bateram na lareira vazia em que ficara o
pacote carbonizado de cereal e ele soltou uma risadinha
desdenhosa. Curvou-se para a lareira; não virão o que ele
estava fazendo mas quando se afastou um segundo depois,
havia dentro dela um clarão ribombante. O fogo estrondoso
encheu todo o casebre úmido com sua luz tremeluzente e
Harry sentiu o calor envolvê-lo como se tivesse mergulhado
em um banho quente.
O gigante se recostou no sofá, que afundou um
pouco sob o seu peso, e começou a tirar coisas de todo
gênero dos bolsos do casaco: urna chaleira de cobre,
uma embalagem amassada de salsichas, um espeto um
bule de chá, várias xícaras lascadas e uma garrafa de
um liquido âmbar de que ele tomou um gole antes de
começar a preparar o chá. Logo o casebre se encheu
com o ruído e o cheiro de salsichas fritas. Ninguém
disse nada enquanto o gigante trabalhava, mas assim
que ele empurrou as primeiras salsichas gordas e
suculentas, ligeiramente queimadas, do espeto, Duda se
mexeu. Tio Válter disse com rispidez:
Não toque em nada que ele lhe der, Duda.
O gigante deu uma risadinha ameaçadora.
- Esse pudim de banha do seu filho não precisa
engordar mais Dursley não se preocupe.
E passou as salsichas para Harry; que estava tão
faminto e nunca provara nada tão maravilhoso, mas
ainda assim não conseguia tirar os olhos do gigante.
Finalmente, como ninguém parecia disposto a explicar
nada, ele disse:
- Me desculpe, mas continuo sem saber realmente
quem você é.
O gigante tomou um grande gole de chá e limpou a
boca com as costas da mão.
Me chame de Rúbeo, é como todos me chamam. E
como lhe disse, sou o guardião das chaves de
Hogwarts, você sabe tudo sobre Hogwarts, é claro.
-Ah, não-disse Harry
Hagrid pareceu chocado.
- Sinto muito - apressou-se Harry a dizer.
- Sente muito? - vociferou Hagrid, virando-se para
encarar os Dursley', que tinham recuado para as
sombras.- Eles é que deviam sentir muito! Eu sabia
que você não estava recebendo as cartas, mas nunca
pensei que nem ao menos sabia da existência de
Hogwarts, para apelar! Você nunca se perguntou onde
foi que seus pais aprenderam tudo?
- Tudo o quê?- perguntou Harry
- TUDO O QUÊ? - berrou Hagri - Ora espere ai um
segundo!
Ele se levantara de um salto. Na raiva parecia.
encher o casebre todo. Os Dursley se encolhiam contra
a parede.
- Vocês vão querer me dizer - rosnou para. os
Dursley - que este menino, este menino!, não sabe
nada, de NADA?
Harry achou que a coisa estava indo longe demais.
Afinal tinha freqüentado a escola e suas notas não eram
ruins.
- Eu sei alguma coisa - falou.- Sei, sabe,
matemática e outras coisas.
Mas Hagrid dispensou-o com um abano de mão e
disse:
- Do nosso mundo, quero dizer. Seu mundo. Meu
mundo. O mundo dos seus país.
- Que mundo?
Hagrid parecia prestes a explodir
- DURSLEY!- urrou ele.
Tio Válter, que ficara muito pálido, murmurou
alguma coisa ininteligível Hagrid olhou alucinado para
Harry.
- Mas você deve saber quem foram sua
mãe e seu pai - disse. - - - Quero dizer, eles
são famosos. Você é famoso.
- Quê? Meu pai e minha mãe eram
famosos?
- Você não sabe... você não sabe...- Hagrid correu os
dedos pelos cabelos, fixando em Harry um olhar
perplexo.
- Você não sabe quem é?- perguntou finalmente Tio
Válter de repente encontrou a voz.
- Pare!- ordenou.- Pare agora mesmo! Eu o proíbo
de contar qualquer coisa ao menino!
Um homem mais corajoso do que Vil ter Dursley
teria se intimidado com o olhar furioso que Hagrid lhe
deu; quando Hagrid falou, cada sílaba tremia de raiva.-
Você nunca contou? Nunca contou o que Dumbledore
deixou escrito naquela carta para ele? Eu estava lá! Eu
vi Dumbledore deixar a carta, Dursley! E você
escondeu dele todos esses anos?
- Escondeu o que de mim? - perguntou Harry
ansioso.
- PARE! Eu o PROIBO! - gritou tio
Válter em pânico.
Tia Petúnia deixou escapar um grito
sufocado de horror
- Ah, vão tomar banho, vocês dois- disse Hagrid. -
Harry; você e um bruxo.
O casebre mergulhou em silêncio Ouviam-se apenas
o mar e o assobio do vento.
Eu sou o quê? - ofegou Harry
- Um bruxo, é claro - repetiu Hagrid, recostando-se
no sofá, que gemeu e afundou ainda mais -, e um bruxo
de primeira, eu diria, depois que receber um pequeno
tremo. Com uma mãe e um
pai como os seus, o que mais você
poderia ser? E acho que já esta na hora
de ler a sua carta.
Harry estendeu a mão finalmente para receber o
envelope meio amarelo, endereçado em tinta verde para
St H. Potter, O Soalho, Casebre-sobre-Rochedo, O
Mar. Ele puxou a carta e leu;
ESCOLA DE MAGIA E BRUXARIA HOGWARTS
Diretor: Alvo Dumbledore
(Ordem de Merlin, Primeira Classe, Grande Feiticeiro, Bruxo
Chefe Cacique Supremo, Confederação internacional de Bruxos)
Prezado Sr Potter;
Temos o prazer de informar que V.Sa. tem uma vaga
na Es-cola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Estamos
anexando uma lista dos livros e equipamentos
necessários
O ano letivo começa em 1º de setembro.
Aguardamos sua corujá até 31 de julho, no mais
tardar.
Atenciosamente,
Minerva McConagall
Diretora Substituta
As perguntas explodiam na cabeça de Harry como
fogos de artificio, e ele não conseguia decidir o que
perguntar primeiro Passados alguns minutos, gaguejou;
- O que querem dizer com "estão aguardando a
minha coruja"?
- Gárgulas galopantes! Isto me lembra uma coisa -
disse
Hagrid, batendo a mão na testa com força suficiente
para derrubar um cavalo, e de outro bolso interno do
casaco tirou uma coruja - uma coruja de verdade, viva,
meio arrepiada -, uma longa pena e um rolo de
pergaminho. Com a língua entre os dentes, ele rabiscou
um bilhete que Harry pôde ler de cabeça para baixo:
"Prezado Sr Dumobledor,
Entreguei a carta a .Harry. Vou levá-lo amanhã para comprar o
material. O tempo está horrível Espero que o senhor esteja bem.
Hagrid."
Hagrid enrolou o pergaminho, entregou-o à coruja,
que o prendeu no bico, depois ele foi até a porta e
lançou a ave na tempestade. Quando voltou, sentou-se
como se aquilo fosse tão normal quanto pegar o
telefone.
Harry percebeu que sua boca se abrira e fechou-a
rapidamente.
- Onde é que eu estava? - disse Hagrid, mas naquele
momento, tio Válter, ainda cor de cera, mas parecendo
muito furioso, adiantou-se até a luz da lareira.
- Ele não vai - falou.
Hagrid resmungou
- Eu gostaria de ver um grande trouxa como você impedi-lo.
- respondeu.
- Um o quê? - perguntou Harry interessado.
- Um trouxa - disse Hagrid- ,é como chamamos gente que não
é mágica como nós. E você teve o azar de ser criado na família dos
maiores trouxas que já vi na vida.
- Juramos quando o aceitamos que poríamos um fim nessa
bobagem - disse tio Válter -, juramos que erradicaríamos isso nele.
Bruxo, francamente!
- Você sabia? - perguntou Harry. - Você sabia que sou um...
bruxo?
- Sabia! - guinchou tia Petúnia de repente. - Sabia! Claro que
sabíamos! Como poderia não ser, a maldita da minha irmã sendo
o que era? Ah, ela recebeu uma carta igual a essa e desapareceu,
foi para aquela- aquela escola - e voltava para casa nas férias com
os bolsos cheios de ovas de sapo, transformando xícaras em ratos.
Eu era a única que a via como ela era -. um aborto da natureza!
Mas para minha mãe e meu pai, ah não era Lílian  isso e Lílian
aquilo, tinham orgulho de ter uma bruxa na família!
Ela parou para suspirar profundamente e ai continuou seu
discurso. Parecia que estava querendo dizer aquilo havia anos.
- Então ela conheceu Potter na escola e eles saíram de casa,
casaram e tiveram você, e é claro que eu sabia que você ia ser
igual, esqu isito, anormal e então ela vai e me faz o favor de se
explodir e nos deixar entalados com você!
Harry ficara muito branco. Assim que encontrou a
voz, disse:
- Se explodir? Você me disse que eles morreram
num acidente de carro!
DE CARRO! - rugiu Hagrid erguendo-se
- ACIDENTE
com tanta raiva que os Dursley voltaram correndo para
o canto da sala - Como é que um acidente de carro
poderia matar Lílian e Tiago
Potrer! isto é um absurdo! Um escândalo! E Harrv Potter não
conhecer a própria história, quando qualquer garoto no nosso
mundo conhece o nome dele!
Mas por quê? O que aconteceu? - perguntou Harry ansioso.
A raiva desapareceu do rosto de Hagrid. Ele pareceu
repentinamente aflito.
- Eu nunca esperei isso - disse numa voz contida e
preocupada. - Eu não fazia idéia do quanto você
desconhecia, quando Dumbledore me disse que eu
poderia ter problemas para encontrá-lo. Ah, Harry; não
sei se sou a pessoa certa para lhe contar, mas alguém
tem de contar, você não pode viajar para Hogwarts sem
saber.
Ele lançou um olhar feio aos Dursley.
- Bom, é melhor você saber o que eu puder lhe
contar, mas não posso lhe contar tudo, é um grande
mistério, algumas partes.
Ele se sentou, fitou o fogo durante alguns segundos e
então falou:
- Começa, eu acho, com.. com uma pessoa chamada,
mas e
incrível você não saber o nome dele, todo o mundo no nosso
mundo sabe...
- Quem?
- Bom... não gosto de dizer o nome dele se puder
evitar. Ninguém gosta.
- Por que não?
- Gárgulas vorazes, Harry, as pessoas ainda estão apavoradas.
Droga, como é difícil. Olha, havia um bruxo que virou... mau. Tão
mau quanto alguém pode virar. Pior. Pior do que o pior. O nome
dele era...
Hagrid engoliu em seco, mas não conseguiu dizer nada.
E se você escrevesse? - sugeriu Harry.
- Não, não sei soletrar o nome dele. Esta bem,
Valdemort.
-
Hagrid estremeceu. - Não me faça repetir. Em todo o caso, esse...
esse bruxo, faz uns vinte anos agora, começou a procurar
seguidores. E conseguiu, alguns por medo, outros porque queriam
ter um pouco do poder dele, sim, porque ele estava ficando
poderoso. Dias funestos, Harry; ninguém sabia em quem confiar,
ninguém se atrevia, a ficar amigo de bruxas ou bruxos
desconhecido. Coisas horríveis aconteciam. Ele estava tomando o
poder. E claro que algumas pessoas se opuseram a ele, e ele as
matou. Terrível. Um dos únicos lugares seguros que restaram foi
Hogwarts. Acho que Dumbledore era o único de quem Você-
Sabe-Quem tinha medo. Não ousou se apoderar da escola, não no
começo, pelo menos.
"Ora sua mãe e seu pai eram os melhores bruxos que eu já
conheci. Primeiros alunos em Hogwarts no seu tempo! Suponho
que o mistério era por que Você-Sabe-Quem nunca tentou
convencer os dois a se aliar a ele antes... provavelmente sabia que
eram muito chegados a Dumbledore para querer alguma coisa com
o lado das Trevas.
"Talvez ele achasse que podia convencê-los...talvez quisesse
tirar os dois do caminho. Só o que sabemos é que ele apareceu vila
em que vocês estavam morando, num dia das bruxas, faz dez anos.
Na época você só tinha um ano de idade. Ele foi à sua casa e... e...
Hagrid puxou depressa um lenço muito sujo e manchado e
assoou o nariz, fazendo o barulho de uma buzina de nevoeiro.
-Desculpe- disse. - Mas é muito triste, conheci sua mãe e seu
pai e não podia existir gente melhor, em todo o caso...
"Você-Sabe-Quem matou os dois. E então, e esse é o
verdadeiro mistério da coisa, ele tentou matar você. Queria fazer o
serviço completo, acho, ou então tinha começado a gostar de
matar. Mas não conseguiu. Você nunca se perguntou como
arranjou. essa marca na testa? Isso não foi um corte normal. Isso é
o que se ganha quando um feitiço poderoso e maligno atinge a
gente; destruiu os seus pais e até a sua casa, mas não fez efeito em.
você, e é por isso que você é famoso, Harry. Ninguém nunca
sobreviveu depois que ele decidia matá-lo, ninguém a não ser
você, e ele já havia matado alguns dos melhores bruxos da. época,
os McKinnon, os Bone, os Priuet, e você era apenas um bebê, e
sobreviveu.
Algo muito doloroso passou pela cabeça de Harry. Quando a
história de Hagrid ia terminando ele viu de novo um lampejo
ofuscante de luz verde, com mais clareza do que se lembrava antes
e se lembrou de mais uma coisa, pela primeira vez na vida - uma
risada alta, fria e cruel.
Hagrid o observava com tristeza.
- Eu mesmo o retirei da casa destruída, por ordem de
Dumbledore. Trouxe você para essa gente...
- Um monte de baboseiras antigas - disse tio Válter.
Harry se assustou, quase esquecera que os Dursley estavam
ali
Tio Válter, sem dúvida, tinha recuperado a coragem. Olhava
ameaçador para Hagrid e tinha os punhos fechados.
- Agora, ouça aqui, moleque - vociferou -, aceito
que você seja meio estranho, provavelmente nada que
uma boa surra não pudesse ter curado, e quanto aos
seus pais, bem, eles eram excêntricos, não há como
negar, e o mundo está melhor sem eles, receberam o
que mereciam por se meter com essa gente dada a
bruxarias, foi o que previ, sempre soube que iam
acabar mal.
Mas naquele instante, Hagrid ergueu-se de um salto do sofá e
puxou um guarda-chuva cor-de-rosa e arrebentado de dentro do
casaco. Apontou-o como uma espada para tio Valter, e disse.:
- Estou lhe avisando, Dursley, estou lhe avisando,
nem mais uma palavra...
Ameaçado de ser furado pela ponta de um guardachuva
por um gigante barbudo, a coragem de tio Válter
fraquejou outra vez; ele se achatou contra a parede e
ficou em silêncio.
- Assim esta melhor disse Hagrid, arquejando e tornando a se
sentar no sofá, que desta vez afundou de vez até o chão.
Harry; nesse meio tempo, continuava a ter perguntas a fazer,
centenas dela.
- Mas o que aconteceu ao Vol... desculpe... quero dizer, Você-
Sabe-Quem?
Boa pergunta, Harry. Desapareceu. Sumiu. Na mesma noite em
que tentou matar você. O que faz você ainda mais famoso. É o
maior mistério, entende... ele estava ficando cada dia mais
poderoso, porque foi embora?
"Tem quem diga que ele morreu. Besteira, na minha opinião.
Não sei se ainda tinha humanidade suficiente para morrer Tem
quem diga que ainda está lá fora esperando, ou coisa parecida, mas
não acredito. Gente que estava do lado dele vo ltou para o nosso .
Uns pareciam que estavam saindo de uma espécie de transe. Acho
que irão teriam feito  isso se ele fosse voltar.
"A maioria de nós acha que ele ainda anda por ai mas perdeu
os poderes. Esta fraco demais para continuar. Porque alguma coisa
em você acabou com ele, Harry. Aconteceu alguma coisa, naquela
noite, com que ele não estava contando, eu não seio que foi,
ninguém sabe, mas alguma coisa em você o aleijou, para valer."
Hagrid fitou Harry com calor e respeito iluminando seus olhos,
mas Harry; ao invés de se sentir contente e orgulhoso, teve a
certeza de que tinha havido um terrível engano. Bruxo? Ele?
Como era possível? Passara a vida dominado por Duda e
infernizado pela tia Petúnia e pelo tio Válter; se era realmente um
bruxo, por que eles não tinham se transformado em sapos toda vez
que tentaram prendê-lo no armário? Se uma vez derrotara o maior
feiticeiro do mundo, como é que Duda sempre pudera chutá-lo
para cá e para lá como se fosse uma bola de futebol?
- Rúbeo - disse calmo , acho que você deve ter cometido um
engano. Acho que não posso ser um bruxo.
Para sua surpresa, Hagrid deu uma risadinha abafada.
- Não é bruxo, hein? Nunca fez nada acontecer quando estava
apavorado ou zangado?
Harry olhou para o fogo. Pensando bem... cada coisa estranha
que deixara os seus tios furiosos tinha acontecido quando ele,
Harry estava perturbado ou com raiva...perseguido pela turma de
Duda, pusera-se de repente fora do seu alcance, receoso de ir pata
a escola com aquele corte ridículo, conseguira fazer os cabelos
crescerem de novo, e da última vez que Duda batera nele, não fora
à forra sem perceber que estava fazendo isto? Não mandara uma
cobra atacá-lo?
Harry olhou para Hagrid, sorrindo, e viu que ele ria
abertamente para ele.
- Viu? - disse Hagrid - Harry Potter não é bruxo? Espere, você
vai ser famoso em Hogwarts.
Mas tio Válter não ia ceder sem brigar.
- Eu não já disse que ele não vai? - sibilou. - Ele vai para a
escola secundária local e vai me agradecer por isso. Li aquelas
cartas e dizem que ele precisa de um monte de lixo - livros de
feitiços, varinhas mágicas e...
- Se ele quiser ir, um trouxão como você não vai
poder impedir.
- resmungou Hagrid raivoso. - Impedir o filho de Lílian e Tiago
Potter de ir para Hogwarts! Você en louqueceu. Ele está inscrito
desde que nasceu. Vai freqüentar a melhor escola de bruxos e
bruxedos do mundo. Sete anos lá e ele nem vai se reconhecer. Vai
estudar com garotos iguais a ele, para variar, e vai estudar com o
maior mestre que Hogwarts já teve, Alvo Dumbled.....
- NÃo vou
A
BIRUTA E PATETA
PAGAR
NENHUM VELHO
PARA ENSINÁ-LO A FAZER MÁGICAS! - gritou tio Válter
Mas ele finalmente fora longe demais. Hagrid agarrou o
guarda-chuva e girou por cima da cabeça.
-NUNCA- trovejou -INSULTE...
NA...
ALVO DUMBLEDORE
MINHA FRENTE!
E girou o guarda-chuva no ar baixando-o até apontar para
Duda - houve um lampejo de luz violeta, o estalo de uma
bombinha, um grito agudo e, no segundo seguinte, Duda estava
dançando no mesmo lugar com as mãos apertando a barriga
banhuda, guinchando de dor Quando Duda virou de costas, Harry
viu um rabo de porco enroscado saindo de um buraco nas calças
dele.
Tio Válter urrou. Puxando tia Petúnia e Duda para o quarto,
lançou um último olhar aterrorizado a Hagrid e bateu a porta ao
sair.
Hagrid olhou para o guarda-chuva e coçou a barba.
- Não devia ter perdido as estribeiras disse
arrependido -, mas em todo o caso saiu errado. Queria
transformá-lo em porco, mas acho que ele já parecia
tanto com um que não pude fazer muita coisa.
E olhou de esguelha para Harry, por baixo das sobrancelhas
peludas.
- Fico agradecido se não contar isso para ninguém em
-
,
Hogwarts- falou.
Não
hum, tenho permissão para fazer
mágicas, rigorosamente falando. Permitiram que eu fizesse alguma
coisa para seguir você e entregar as canas e coisas assim, uma das
razões por que eu queria tanto este trabalho.
- Porque você não pode fazer mágicas? - perguntou Harry;
-Ah, bom... eu estive em Hogwarts mas.. hum... fui expulso,
para falar a verdade. No terceiro ano. Eles partiram a minha
varinha ao meio e tudo o mais. Mas Dumbledore me deixou ficar
como guarda caça. Grande sujeito o Dumbledore.
- Por que você foi expulso?
- Já está ficando tarde e temos muito o que fazer amanhã -
disse Hagrid em voz alta. - Temos que ir à cidade, comprar os seus
livros e etcétera.
Ele tirou o grosso casaco preto e atirou-o a Harry
- Pode ficar com ele. Não se assuste se ele se mexer um
pouco> acho que ainda tenho uns ratos do campo em um dos
bolsos.

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